Riquezas que Não Preenchem

Riquezas que Não Preenchem

    Imagine um executivo bem-sucedido, sentado em sua mesa de trabalho em um escritório moderno com vista para a cidade. Ele revisa seus investimentos, seus planos de aposentadoria e as metas financeiras que traçou. É um dia comum, mas, em sua mente, ele está projetando o futuro: “Com mais alguns anos de trabalho, posso garantir uma casa maior, viagens ao redor do mundo e uma vida confortável para mim e minha família. Quando tudo estiver no lugar, finalmente poderei relaxar, aproveitar e viver sem preocupações.”

    Ele faz contas, traça estratégias, planeja os próximos passos. Sua carreira é sólida, seus investimentos estão rendendo, e sua segurança financeira parece inabalável. Tudo está sob controle.

Ou assim ele pensa.

    Naquela mesma noite, uma pergunta inesperada invade sua mente:
“E se hoje fosse seu último dia? Para quem ficará tudo o que você acumulou?”

    Esse é o ponto central da parábola que Jesus contou sobre o homem rico e seus celeiros. Ela não condena o planejamento ou o trabalho duro, mas nos confronta com uma verdade essencial: viver apenas para acumular riquezas terrenas é perder de vista o que realmente importa.

O Problema Não Está no Sucesso, Mas no Propósito
    Na parábola, o homem não é chamado de “louco” por ser próspero. Ele é chamado assim porque viveu como se sua prosperidade fosse tudo o que importava. Ele construiu celeiros maiores, mas esqueceu de construir algo que transcende o tempo: um relacionamento com Deus e um impacto positivo nas vidas ao seu redor.

Jesus nos alerta:
"Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (Mateus 6:21).

    O coração daquele homem estava fixado em sua colheita, em sua segurança, em sua capacidade de controlar o futuro. Ele acreditava que suas posses poderiam lhe dar paz, mas esqueceu que a paz verdadeira vem de Deus, não de bens materiais.

Investimentos Eternos
    Vivemos em uma sociedade que valoriza o sucesso financeiro e a estabilidade. E, claro, não há nada errado em planejar ou buscar uma vida confortável. Mas, será que temos perguntado: “O que estou fazendo com o que Deus me deu? Estou usando meus recursos para servir, amar e glorificar a Deus, ou estou apenas acumulando para mim mesmo?”

    Ser “rico para com Deus” significa investir no que é eterno: amor, bondade, generosidade e fé. Esses são os tesouros que nenhum mercado financeiro pode garantir, mas que têm valor eterno.

Repensando Nossos Planos
    Talvez hoje seja o dia de reavaliar suas prioridades. Pense nas horas que você passa planejando sua carreira ou seus investimentos. Agora compare com o tempo dedicado a servir, a orar, a estar com sua família, a ajudar aqueles que precisam. Será que estamos construindo mais celeiros ou mais pontes?

O Convite de Jesus
    Jesus encerrou a parábola com uma verdade desafiadora:
"Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus” (Lucas 12:21).

    A pergunta que ecoa dessa história é simples: Você está vivendo para acumular ou para compartilhar? Para servir a si mesmo ou a Deus?

    Lembre-se, Deus não nos chama a ignorar o trabalho ou o planejamento, mas a viver com um coração generoso e voltado para o que é eterno. Riquezas passam, mas o amor que investimos nos outros e em Deus permanece para sempre.

    Construa sua vida com sabedoria, mas lembre-se: o verdadeiro tesouro está em ser rico para com Deus. Que Ele nos ajude a ajustar nossos planos e nossas prioridades para que, no fim, possamos ouvir Suas palavras:
"Muito bem, servo bom e fiel. Venha e participe da alegria do seu Senhor” (Mateus 25:21).

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As Parábolas de Jesus

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