Atrás do Altar: o homem por trás das palavras Entre o Altar e o Caminho: minha jornada Eu não comecei escrevendo para ensinar ninguém. Comecei escrevendo para não me perder de mim mesmo . Este blog nasceu há muitos anos como uma experiência quase íntima. Um lugar onde eu organizava pensamentos, dúvidas, inquietações e pequenas descobertas que não cabiam em conversas rápidas nem em respostas prontas. Por muito tempo, não houve qualquer preocupação com engajamento, alcance ou relevância. Era só tempo, silêncio e escrita. Com o passar dos anos, algo mudou. Não o blog — eu . A escrita deixou de ser apenas um refúgio e passou a carregar minha história, minhas quedas, minhas reconstruções. Hoje, este espaço tem a minha cara não porque eu planejei, mas porque não consegui fingir outra coisa . Sou cristão. Sou pesquisador. Sou professor de Escola Bíblica Dominical há muitos anos. Sou pai de dois filhos. Sou membro de uma igreja local — com tudo o que isso carrega de beleza e tensão...
Uma reflexão sobre profundidade espiritual baseada em Ezequiel 47. Tem um rio correndo aqui… E a verdade é que você já chegou perto dele mais vezes do que postou no seu Instagram. Não é um rio barulhento. Ele não faz propaganda. Ele não tem milhões de seguidores. Ele só está lá. E, curiosamente, quase todo mundo reage do mesmo jeito: a gente chega perto, testa a temperatura com o pé, dá mais um passo… até o momento em que o chão começa a sumir. E aí a gente volta para a areia. Não porque a água acabou. Mas porque o controle acabou. O profeta Ezequiel descreveu exatamente isso (Ezequiel 47): água nos tornozelos, depois nos joelhos, depois na cintura… até virar um rio onde não dava mais pé. E ele parou ali. E, sendo honesto… talvez você também já tenha parado. Porque enquanto dá pra controlar o ângulo da foto e manter o filtro, a gente vai. Mas quando a fé exige confiança de verdade e o chão some… a gente recua. Só que nem todo mundo volta. Tem gente que dá o passo — mesmo com o coração...