Quando Discordamos de Deus
Jonas e o Deus que Perdoa: Quando Discordamos da Misericórdia
“Mas Jonas levantou-se para fugir da presença do Senhor, para Társis...”
— Jonas 1:3
Nem sempre a desobediência nasce da ignorância. Às vezes, ela brota justamente da clareza do que Deus quer — e da nossa relutância em aceitar.
Jonas era profeta. Um homem que conhecia a voz de Deus, que já havia profetizado antes, que entendia os caminhos do Senhor. E quando Deus o chama para pregar em Nínive, Jonas não titubeia em compreender. Ele só não concorda.
Nínive era uma cidade cruel, opressora, conhecida pela sua impiedade. E Jonas sabia que, se ele pregasse ali, o povo se arrependeria — e Deus, cheio de misericórdia, os perdoaria.
Jonas não queria ver arrependimento. Queria ver juízo.
Por isso fugiu.
E assim como ele, quantas vezes nós também fugimos?
Não por medo do fracasso, mas por medo de que Deus tenha misericórdia de quem achamos que não merece.
O peixe não era punição. Era salvação.
Deus não o abandonou. No fundo do mar, envolto pela escuridão da barriga de um grande peixe, Jonas orou. E Deus o ouviu. A fuga terminou ali, no ventre do abismo.
Mas ainda havia uma batalha maior: a batalha dentro do coração.
Quando Jonas finalmente prega em Nínive e o povo se arrepende, ele não se alegra. Ele se irrita. E diz:
“Ah, Senhor, não foi isso que eu disse quando ainda estava em casa? Foi por isso que me apressei a fugir para Társis. Eu sabia que Tu és Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que prometes castigar, mas depois se arrependes.”— Jonas 4:2
Ele conhecia o caráter de Deus — e esse era justamente o problema.
Jonas queria um Deus à sua imagem, que se irritasse como ele, que julgasse como ele, que desistisse dos outros como ele havia desistido.
E então, para ensinar-lhe uma lição, Deus faz crescer uma planta. Ela o protege do sol. Jonas se alegra. No dia seguinte, a planta seca. Jonas lamenta.
E Deus pergunta:
“Você teve pena da planta, embora não a tenha cultivado... e Eu não haveria de ter compaixão da grande cidade de Nínive, com mais de cento e vinte mil pessoas...?”— Jonas 4:10–11
Quando a graça nos confronta
A história de Jonas não termina com um “felizes para sempre”. Termina com uma pergunta.
É como se Deus a deixasse aberta, esperando a nossa resposta.
Quantas vezes preferimos a sombra da nossa “planta” (nossa justiça própria, nossa visão estreita) a ver Deus perdoando alguém que julgamos indigno?
Somos rápidos para celebrar quando Deus age em nosso favor…
Mas e quando Ele age em favor de quem nos feriu?
A graça de Deus é escandalosa.
Ela quebra expectativas.
Ela abraça os piores — inclusive eu, inclusive você.
🙏 Reflexão para hoje:
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Será que estou fugindo do chamado de Deus, não por medo, mas por orgulho?
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Tenho dificuldade de aceitar que Deus ama quem eu acho imperdoável?
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Será que estou mais apegado ao conforto de minha opinião do que à missão de Deus no mundo?
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